
Imagem de rrelam
Petróleo em queda e a soja em alta são ameaças ao programa brasileiro de biodiesel. Apesar da crise a soja vem aumentando de preço, o que tenderia a aumentar o preço do biodiesel, combustível que compõe obrigatoriamente, na proporção de 3%, o óleo diesel comercializado no país.
Como o produto é vendido em leilão, para um longo prazo, na prática as usinas têm contratos de fornecimento com preço fixo. O aumento do preço da matéria-prima, portanto, tende a reduzir suas margens ou até inviabilizar o negócio. Acrescente-se que o valor do biodiesel é bem mais alto do que o do óleo mineral, ou seja, trata-se de um programa subsidiado. O Álcool, por exemplo, por conta de sua menor carga tributária, é mais barato que a gasolina. Mesmo assim, caso o preço acordado no leilão não tenha comportado tais variações (o que seria economicamente razoável, já que se sabe que os preços da comoditie varia ao longo do ano) temos um cenário em que muitas usinas podem simplesmente não entregar o produto ou pressão para reajuste dos preços, uma espécie de Bolívia nacional.
Inicialmente o programa iria utilizar diversas oleaginosas, com incentivo das plantadas no sem-árido nordestino. Preço, logística e até mesmo questões técnicas e climáticas acabaram deixando a soja na prática como a matéria prima utilizada nestas usinas, um produto comercializado no mundo todo e que segue o preço internacional.
O sucesso do programa depende, assim como no restante da economia, de incentivos governamentais, por seu viés ambiental positivo.


0 comentários:
Postar um comentário